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domingo, 20 de maio de 2007

Escola Secundária do Cartaxo - Um silêncio de morte!

SECÇÃO: O Mirante dos Leitores

Recentemente fui alertado por uma notícia difundida por uma rádio local relacionada com uma situação que, no mínimo, deveria ser preocupante, mas que pelos vistos não é. A notícia dizia respeito à morte, num curto espaço de tempo, de três funcionárias da Escola Secundária do Cartaxo (ESC), alegadamente por doenças do foro oncológico. A rádio relacionava as mortes com o facto de um dos pavilhões da Escola ser revestido de amianto cuja utilização, como é do conhecimento geral, foi proibida por ser altamente nociva à saúde. Tendo em conta que o tempo de duração “saudável” do amianto é de 20 anos e que a ESC tem 25, facilmente se conclui que todas as hipóteses são de considerar.

Preocupado, porque na referida escola estuda o meu filho, fui à procura de mais respostas. Através de correio electrónico pedi esclarecimentos à Directora Dra. Hélia Baptista. Solicitei-lhe também o contacto do Presidente da Associação de Pais (PAP). O silêncio foi a resposta durante alguns dias. A minha preocupação aumentou. Afinal o que tinha a Directora da ESC a esconder? Insisti através de mais alguns e-mails até que recebi a seguinte resposta: “Agradecemos o favor de se identificar como encarregado de educação, a fim de podermos fornecer essa informação. Com os melhores cumprimentos. A Presidente do Conselho Executivo. Hélia Maria M. Baptista”

Insisti, até porque todos os meus e-mails estavam identificados e recebi dela a seguinte resposta: “Deontologicamente a Escola não fornece números de telefone pessoais sem autorização do próprio. Se o Sr. Arlindo Santos frequentar as reuniões da Associação de Pais, poderá ter acesso a essa informação pessoalmente. O contacto postal da Associação de Pais é o seguinte: Apartado 76 - Cartaxo.

Através de um amigo consegui o contacto do Presidente da Associação de Pais a quem expus as minhas naturais preocupações. Fiquei então a saber que a DREL nunca tinha feito qualquer inspecção aos pavilhões da Escola do Cartaxo que estão revestidos de amianto. É de arrepiar, não é? É que na ESC estudam centenas de crianças debaixo de um tecto que pode ser fatal para qualquer um. Até quando? pergunto eu. Tentei também obter esclarecimentos junto da Direcção Regional de Educação de Lisboa (DREL), mas até hoje ainda não obtive resposta.

Arlindo Dos Santos - Cartaxo

sexta-feira, 23 de março de 2007

Fernando Savater sobre a violência nas escolas

Especialistas reunidos em Espanha

Aumento da violência nas escolas reflecte crise de autoridade familiar

Especialistas em educação reunidos na cidade espanhola de Valência defenderam hoje que o aumento da violência escolar deve-se, em parte, a uma crise de autoridade familiar, pelo facto de os pais renunciarem a impor disciplina aos filhos, remetendo essa responsabilidade para os professores.
Os participantes no encontro "Família e Escola: um espaço de convivência", dedicado a analisar a importância da família como agente educativo, consideram que é necessário evitar que todo o peso da autoridade sobre os menores recaia nas escolas.

"As crianças não encontram em casa a figura de autoridade", que é um elemento fundamental para o seu crescimento, disse o filósofo Fernando Savater.

"As famílias não são o que eram antes e hoje o único meio com que muitas crianças contactam é a televisão, que está sempre em casa", sublinhou.

Para Savater, os pais continuam "a não querer assumir qualquer autoridade", preferindo que o pouco tempo que passam com os filhos "seja alegre" e sem conflitos e empurrando o papel de disciplinador quase exclusivamente para os professores.

No entanto, e quando os professores tentam exercer esse papel disciplinador, "são os próprios pais e mães que não exerceram essa autoridade sobre os filhos que tentam exercê-la sobre os professores, confrontando-os", acusa.

"O abandono da sua responsabilidade retira aos pais a possibilidade de protestar e exigir depois. Quem não começa por tentar defender a harmonia no seu ambiente, não tem razão para depois se ir queixar", sublinha.

Há professores que são "vítimas nas mãos dos alunos".

Savater acusa igualmente as famílias de pensarem que "ao pagar uma escola" deixa de ser necessário impor responsabilidade, alertando para a situação de muitos professores que estão "psicologicamente esgotados" e que se transformam "em autênticas vítimas nas mãos dos alunos".

A liberdade, afirma, "exige uma componente de disciplina" que obriga a que os docentes não estejam desamparados e sem apoio, nomeadamente das famílias e da sociedade.

"A boa educação é cara, mas a má educação é muito mais cara", afirma, recomendando aos pais que transmitam aos seus filhos a importância da escola e a importância que é receber uma educação, "uma oportunidade e um privilégio".

"Em algum momento das suas vidas, as crianças vão confrontar-se com a disciplina", frisa Fernando Savater.

Em conversa com jornalistas, o filósofo explicou que é essencial perceber que as crianças não são hoje mais violentas ou mais indisciplinadas do que antes; o problema é que "têm menos respeito pela autoridade dos mais velhos".

"Deixaram de ver os adultos como fontes de experiência e de ensinamento para os passarem a ver como uma fonte de incómodo. Isso leva-os à rebeldia", afirmou.

Daí que, mais do que reformas dos códigos legislativos ou das normas em vigor, é essencial envolver toda a sociedade, admitindo Savater que "mais vale dar uma palmada, no momento certo" do que permitir as situações que depois se criam. Como alternativa à palmada, o filósofo recomenda a supressão de privilégios e o alargamento dos deveres.
(recebido por mail)

sábado, 3 de março de 2007

Manifestação da CGTP de 2 de Março - Imagens

Educação de qualidade é o que todos queremosEstivemos presentesPorque há direitos que não são negociáveis